Educação para a Sustentabilidade

Destacado

Poluição. Desmatamento. Reciclagem. Preservação.

O que essas palavras significam para você?  Sustentabilidade? Reveja seus conceitos! 

Nós modificamos os nossos, ao entrarmos no projeto “Educação para a Sustentabilidade”.

Sustentabilidade engloba também os conceitos sociais e econômicos. Pequenas ações diárias podem fazer toda a diferença para o ambiente; apagar as luzes, fechar a torneira e reciclar, por exemplo. Mas, para fazer um mundo sustentável, é preciso ultrapassar o limite ambiental e atuar em outras áreas, como na econômica, consumindo conscientemente, e na social, diminuindo as desigualdades, só para citar dois exemplos.

Além disso, aprendemos que apenas saber não basta. É preciso agir. Demos nosso primeiro passo, criando esse blog. Prestigie!

 “Um mundo sustentável é ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.”

 

A experiência do SENAC

Na última reunião do semestre, o projeto Educação para a Sustentabilidade teve o prazer de receber Thaís Lopes Monteiro, gestora ambiental e uma das responsáveis pelo Programa Ecoeficiência do SENAC, São Paulo.

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Roda de conversa com Thaís Lopes Monteiro sobre gestão de resíduos no SENAC. Foto: Rosiani Telles

Em uma roda de conversa bastante informal, Thaís teve a chance de contar um pouco sobre sua trajetória profissional no SENAC e todos os desafios que tem enfrentado sobre a implantação e manutenção de um sistema de gestão de resíduos sólidos nas 60 unidades do SENAC.

As experiências relatadas nos mostraram novos caminhos para trabalharmos com o assunto no Band, uma vez que nosso desafio desse ano também está na implantação de um sistema de gestão eficiente na escola.

Além da gestão de resíduos, Thaís teve a chance de contar outras iniciativas em ecoeficiência no SENAC relativas à economia de água e energia e de responder às perguntas dos participantes do projeto.

Agradecemos muito a visita e esperamos encontrá-la novamente em breve.

Resíduos e reciclagem: a vez dos professores

A equipe do projeto Educação para a Sustentabilidade não para.

Nas últimas semanas, os participantes percorreram a escola e realizaram uma pesquisa com 68 professores sobre resíduos e reciclagem.

Para nossa alegria, 100% dos professores entrevistados disseram que consideram importante que o colégio seja responsável pela reciclagem de seus resíduos.

Ao mesmo tempo, cerca de 47% dos entrevistados declararam que não tem o hábito, ou às vezes, descartam seu resíduo de forma separada na escola. Veja os resultados.

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Você descarta separadamente seu lixo na escola?

Os principais problemas indicados pelos professores para a falta de hábito no descarte correto foram: a falta de infraestrutura (lixeiras) e sinalização adequadas, além da ausência de coleta seletiva no final do processo de descarte.

A pesquisa realizada com alunos e professores do Band indicou claramente o caminho a seguir, ou seja, o primeiro passo para melhorar a quailidade do descarte de resíduos na escola é implementar uma infraestrutura eficiente de coleta seletiva e descarte, através da qual, todos possam colaborar fazendo corretamente sua parte.

O projeto Educação para a Sustentabilidade já está trabalhando nesse sentido. Aguardem novidades…

Parabéns aos alunos por mais esse trabalho em equipe!!!

 

Nosso plástico, nosso problema

Nada como o humor para chamar a atenção para os graves problemas socioambientais.

Vejam aí o que o pessoal da Seas at Risk (www.seas-at-risk.org) bolou para chamar a atenção sobre todo o plástico que temos produzido, usado e descartado de forma indiscriminada.

Nesse ano, o grupo do projeto Educação para a Sustentabilidade está se dedicando a tornar o Band um modelo de coleta e destinação de seus resíduos.

Aguarde novidades…

Conferência Internacional em Bertioga

O Projeto Educação para a Sustentabilidade participou da VI Conferência Internacional de Educação Ambiental e Sustentabilidade em Bertioga.

Lá, apresentamos nosso trabalho intitulado “Educação e Sustentabilidade: por um método dialógico e participativo na escola”, que mostrou um pouco da metodologia dos resultados do projeto junto aos alunos e à comunidade do Colégio Bandeirantes.

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Thaís Milani e Edson Grandisoli durante a apresentação do trabalho.

A participação de professores em eventos desse nível é fundamental, pois o contato com outros pesquisadores, educadores e instituições abrem portas para trabalhos em parceria, além de enriquecer a formação de todos e do projeto.

Agradecemos ao Band pelo apoio e aos professores que tem participado e apoiado nossas iniciativas.

Queremos também agradecer, de maneira especial e carinhosa, aos alunos que têm participado do projeto nos últimos 5 anos. Sem vocês, nada disso seria possível.

 

 

 

Resíduos e Reciclagem: a missão

Na última semana, a equipe do projeto Educação para a Sustentabilidade deu o ponta-pé inicial para tornarmos o Band um modelo de gestão de resíduos sólidos.

Após a palestra do representante da empresa Recicleiros, Erich Burger, parceiro do EpS no projeto sobre resíduos e reciclagem, alunos e professores criaram juntos um diagnóstico rápido sobre reciclagem e hábitos de descarte na escola.

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Palestra e bate-papo com Erich Burger dos Recicleiros. Foto: Edson Grandisoli

Munidos das questões, os participantes de 2014 entrevistaram 83 alunos, em uma amostragem que considerou desde alunos do 6o ano do Fundamental até o 3o ano do Ensino Médio.

A boa notícia é que a atitude dos alunos do Band com relação à reciclagem é extremamente positiva. 95% consideram importante que a escola efetivamente recicle seus resíduos.

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A grande maioria dos entrevistados diz Sim à reciclagem na escola.

Para verificar se atitude gera comportamento, a segunda questão do diagnóstico investigou se o aluno descartava separadamente seus resíduos na escola. Cerca de 65% disseram que não.

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Porcentagem de alunos entrevistados que Sim ou Não descartam separadamente seus resíduos na escola.

A questão seguinte procurou identificar por quais motivos os alunos não descartavam seu lixo de forma adequada, uma vez que a atitude de todos é extremamente positiva.

Veja os resultados:

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Motivos levantados para o descarte não adequado de resíduos.

Preguiça e falta de estrutura adequada na escola (falta de lixeiras adequadas/não há como descartar) foram citados por quase 70% dos entrevistados como os principais motivos para não descartar separadamente seus resíduos.

O quadro tornou-se claro a partir desses resultados e sentimos que o projeto EpS está caminhando na direção certa. A melhor distribuição e aumento no número de lixeiras já estão sendo providenciados para facilitar o descarte correto.

Além disso, o projeto já está criando campanhas de comunicação para incentivar o descarte e a reciclagem no Band.

Contamos com o apoio de toda a comunidade para que o projeto realmente ganhe vida na escola e que repercuta na casa de cada aluno, professor e funcionário.

Chega de preguiça, né?

 

EpS visita a Escola Amorim Lima

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Frase no refeitório da Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

No dia 10 de abril, professores do Projeto Educação para a Sustentabilidade tiveram o privilégio de visitar e conhecer um pouco do trabalho desenvolvido na EMEF Desembargador Amorim Lima, escola que já ganhou vários prêmios por suas inovações na área educacional. O projeto coletivo da escola contou com o apoio do professor José Pacheco e da psicóloga Rosely Sayão.

A visita pela escola foi guiada por Jéssica, Marianna e Luna, alunas do ciclo 1 da escola.

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Thaís Milani, Jéssica, Marianna e Luna em visita à Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

Na Amorim Lima não há aulas no formato tradicional. Os chamados “roteiros” acontecem em grandes salões, nos quais as mesas são organizadas sempre em grupos. Todas as atividades propostas nesses roteiros são realizadas em equipe (em grupos) que contam sempre com alunos de diferentes anos do ensino fundamental. Os estudantes se ajudam, formando uma verdadeira comunidade de aprendizagem, além de garantir uma excelente socialização e espírito de cooperação.

Um dia por semana, os alunos se reúnem com seus tutores em um encontro mais formal, a fim de verificar os progressos e as dúvidas que surgiram pelo caminho, estabelcendo um diálogo aberto e democrático no qual todos têm a palavra.

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Salão de roteiros.
Foto: Edson Grandisoli

Essa visita é uma iniciativa da equipe do Educação para a Sustentabilidade que permite que seus professores vivenciem novos modelos de Educação e estabeleçam novas parcerias e contatos.

 O próximo passo será organizar uma visita dos alunos do projeto EpS à EMEF Amorim Lima. Mas isso é assunto para outro post…

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Thaís e Jéssica em visita à biblioteca.
Foto: Edson Grandisoli

 

 

 

Sustentabilidade e Psicodrama

  Por Rosiani Baron Telles

Preservação, qualidade de vida e igualdade, o que significam essas palavras? Por que várias vezes elas aparecem quando se discute o tema Sustentabilidade? Por que é difícil explicá-las? É possível transformá-las em ações?

Essas foram algumas perguntas que surgiram no grupo de alunos e professores do Projeto  Educação para a Sustentabilidade na aula do dia 27 de março.

Para que discutíssemos seus significados e pudéssemos refletir sobre elas, foi proposta uma atividade pouco vivenciada dentro dos colégios: o psicodrama.

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Psicodrama e Sustentabilidade.
Foto: Edson Grandisoli

O psicodrama, criado por Jacob Levy Moreno, é uma metodologia que traz para o palco uma cena que está relacionada a um tema. Dessa forma, as pessoas não ficam apenas na fala, elas partem para a ação, onde o agir e o sentir são tão importantes quanto o falar.

Os alunos se dividiram em três grupos, e cada grupo vivenciou uma cena que estava relacionada com as palavras preservação, qualidade de vida e igualdade. O final das cenas houve o compartilhamento dos nossos sentimentos e opiniões.

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Profa. Thaís Milani em ação durante o psicodrama.
Foto: Edson Grandisoli

Concluímos que existem definições distintas para cada uma dessas palavras, mas que antes de definí-las é necessário repensar os seus significados e entender porque cada uma delas se encaixa no tema Sustentabilidade. Os significados têm que fazer sentido para quem fala, pois só assim é possível transformar a fala em ação.

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Psicodrama e o conceito de sustentabilidade.
Foto: Edson Grandisoli