A Criação da Logomarca

Será que você viu a nossa logomarca? Sim, nós que a elaboramos! Dentre diversas tarefas que foram distribuídas ao grupo, escolhemos essa por gostarmos de arte. Para isso, tivemos de recorrer-nos a diversas referências, como a mitologia e outras logomarcas, e pudemos definir os rumos para a criação do logo com a ajuda do Prof. Edson.

Quisemos fazer um logotipo simples, jovem e bem característico do nosso grupo de sustentabilidade, resumindo graficamente as nossas ideias, objetivos e valores. Com um pouco de imaginação, poderá visualizar um homem abraçando o mundo, como o Atlas que carregava a Terra. Para quem não conhece o Atlas, dê uma olhadinha no site (http://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)).

Também tivemos que buscar vários logotipos de outras empresas para ter uma base. O Prof. Edson, que além de professor-membro do grupo Projeto Sustentabilidade, é também fotógrafo de Natureza, mostrou-nos seu cartão com o logotipo criado por ele.

Começamos a rascunhar. Tivemos várias ideias, até que uma foi aceita por todo o grupo e demos o toque final colorindo. Foi assim que chegamos a esse resultado:

1)  um homem que carregava o mundo nas costas;

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2) um homem que carrega o símbolo da reciclagem ( as três flechas com diferentes cores )

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3) um homem que representa o tronco de uma árvore abraçando três gomos coloridos- o gomo azul, representando a sociedade, o laranja, representando a economia, e o verde, que representa o ambiente.

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Penso, logo coexisto*

 Durante as reuniões do Grupo “Educação para a Sustentabilidade”, descobrimos que o desenvolvimento sustentável não se baseia apenas na questão ambiental e sim num tripé composto por sociedade, economia e ambiente. A fim de aprender mais sobre como os aspectos sociais estão relacionados a esse tema, foi proposto que visitássemos o Instituto Socioambiental (ISA).

 O Instituto Socioambiental é uma ONG brasileira, criada em 1994 em meio a uma atmosfera conturbada de movimentos ambientalistas e sociais. Seu principal objetivo é defender os direitos sociais e ambientais de comunidades tradicionais – quilombolas, indígenas, ribeirinhas, entre outras, reintegrando-as à sociedade atual sem interferir em suas identidades culturais e religiosas.

 Um dos principais projetos do ISA consiste no mapeamento dessas comunidades, classificando-as por suas características culturais e auxiliando-as na obtenção de renda.

 Entender como a ONG trabalha ajudou-nos a perceber como sociedade e ambiente estão realmente ligados. As comunidades tradicionais nos mostram que é impossível separar ser humano e meio, pois um influencia o outro constantemente. Por exemplo, nas comunidades quilombolas da região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, a agricultura e o artesanato são as principais fontes de renda, gerando produtos que são comercializados em supermercados próximos de nossas casas. Por meio de seu trabalho, o ISA garante a permanência das comunidades em suas terras de origem, que assim se mantêm preservadas.

Foi interessante descobrir uma visão de mundo diferente da nossa: mais sustentável e menos egoísta. Aprendemos que colaborar, divulgar, escolher e apoiar podem fazer uma grande diferença no meio global e não somente em nossas vidas. As comunidades tradicionais provam que é possível viver de modo sustentável e consciente.

 Segundo um representante do ISA, Nilto Tatto, sustentabilidade é a capacidade de todos os seres vivos coexistirem no planeta sem prejudicá-lo. Provavelmente tal definição foi o que mais nos fez refletir: afinal, isso é muito mais do que simplesmente “cuidar” da natureza, não?

 Agora, tendo clareza do que o tripé sociedade, economia e ambiente representa, podemos continuar nosso trabalho de forma mais objetiva, consciente e eficaz. E quem ganha com isso? Todos nós !

Para saber mais  sobre o trabalho do ISA acesse: http://www.socioambiental.org/