Manifesto Coletivo

Durante a Feira de Ciências e Tecnologia realizada no Colégio Bandeirantes no último sábado (23-10), os visitantes da sala ambiente do Projeto Educação para a Sustentabilidade tiveram a oportunidade de construir coletivamente um manifesto.

Tudo começou com uma simples frase:

Para construirmos uma sociedade e um planeta mais sustentável, todos temos que…

A partir daí, criou-se mais que um manifesto coletivo, criou-se uma verdadeira declaração de amor ao planeta.

Leia o resultado a seguir.

…respeitar mais o mundo em que vivemos para respeitar a nós mesmos e gerar mais consciência sobre nosso ambiente.

Não se pode esquecer  que a identidade de cada indivíduo deve ser levada em consideração, mas que o coletivo não pode ser esquecido.

Devemos sempre respeitar os estudiosos, sempre lembrando que vamos ter um futuro melhor , baseado na sabedoria.

Vamos preservar as árvores.

Vamos perceber, conhecer, respeitar!

Respeito à vida tanto do planeta, das árvores, como dos seres é fundamental pensar a sustentabilidade, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também é importante olhar para as questões sociais e econômicas para que as futuras gerações possam ter um mundo melhor, mais igualitário e digno para todos.

Devemos pensar, repensar e agir como bons modelos de cidadãos para que nossos alunos/filhos saibam como preservar e desfrutar da natureza como ela é. Os recursos são finitos, mas a possibilidade de renovação e boa utilização devem ser imensas.

Respeitar a Natureza e todos os seres vivos: devemos interagir com inteligência e bom senso.

Repensar nosso padrão de consumo que é em grande parte responsável pelos problemas ambientais, ao mesmo tempo em que estimulam as diferenças sociais. Devemos respeitar as individualidades, mas sem esquecer que o planeta é habitado por uma sociedade que depende de recursos naturais.

Consumir menos, mesmo quando se trata de produtos ecologicamente corretos. Trocar o consumo de coisas pelo consumo de relações. Trocar o “ter” pelo “ser”. Ser  inteiro, verdadeiro e consciente de que somos todos iguais e com os mesmos direitos. Ser generoso e me ver no outro!

Criar consciência de que cada atitude nossa reflete nas interações humanas  e socioambientais . Pensar em sustentabilidade não é apenas “reciclar” nosso lixo, é realmente trabalhar para um mundo melhor , em todos os aspectos, respeitando acima de tudo o próximo, para poderemos começar a respeitar a natureza e nos comprometermos com a sustentabilidade.

Mudar nossos valores de consumismo e futilidade e resgatar valores com cuidado com o outro e respeito, não só pelo ambiente, como também pelas pessoas e por si mesmo.

Parar de olhar sempre em primeiro lugar para o “crescimento econômico” e ver o que realmente precisamos, consumir de forma respeitosa ao meio ambiente e ser menos egoístas.

O ser humano deve parar de pensar somente em si mesmo e pensar no mundo como um todo, buscando a Sustentabilidade.

Sustentabilidade é viver de forma equilibrada para não afetar o futuro do planeta Terra , minimizando o consumo dos recursos naturais com qualidade de vida para todos os seres vivos da terra.

Sustentabilidade é a forma de viver de maneira equilibrada, sem afetar a natureza, e o planeta.

Sustentabilidade é um jeito de viver com equilíbrio no meio social, ambiental e econômico.Mas antes da explicação pensava que Sustentabilidade era simplesmente os 3 Rs.

Ter em mente que um simples ato pode gerar sérias consequências. Assim como, pode prejudicar o meio ambiente como o abuso de água, também pode haver a diminuição de seu utilizo. A sustentabilidade é um assunto muito importante para o futuro de nosso planeta, e temos que conscientizar todos dessa nova fórmula de se viver sem agredir o meio ambiente.

Buscar  fontes de energia que  não comprometam o meio ambiente como o gás natural e a energia eólica.

Ajudar populações carentes a não sujar rios. É comum nas cidades do interior de MG as pessoas jogarem o esgoto nos córregos.

É importante cobrar das autoridades que invistam em saneamento básico e educação. Assim poderemos melhorar a qualidade dos nossos rios.

Ter consciência ambiental, aplicá-la de maneira correta, divulgar a ideologia sustentável as mais variadas classes e, se necessário, deixar de lado as questões financeiras.

Saber que um pequeno gesto – como separar o lixo, usar menos papel para imprimir sem necessidade, apagar a luz quando sair de um ambiente – pode significar muito para o planeta.

Ter consciência de tudo que usamos, do compromisso com a manutenção do nosso planeta.

Pensar em nosso ancestrais que viviam apenas da natureza sem maltratá-la e seguir esse exemplo e viver um pouco mais “into the wild”.

Educação para a Sustentabilidade cria Manifesto coletivo

Por Carolina Zuccas.
A sustentabilidade é um conceito a muito importante nos dias atuais. Cada vez mais, projetos sociais e educativos vem sendo criados por empresas e escolas, e o comprometimento dos jovens também aumenta.

Com início em janeiro deste ano, o projeto Educação para a Sustentabilidade tem como objetivo formar um grupo de alunos do Bandeirantes no tema, e dar continuidade nos próximos anos, sempre adicionando novas pessoas.

Em primeiro momento, há uma coleta de dados, ou seja, um questionário é respondido pelos alunos de 5º a 9º ano, com a finalidade de desenvolver ações que os coordenadores possam propor para que os alunos façam. “Muitos sabem o que tem que fazer, mas não fazem. Por isso, as ideias tem que vir deles”, comenta Denise Curi, uma das coordenadoras do projeto.

Durante a Feira de Ciências deste ano, o programa apresenta algumas novidades. Uma delas é um Manifesto coletivo em favor de um planeta mais sustentável, que é um texto no qual cada pessoa escreve um pouco do que pensa, para que ele depois seja divulgado. Além disso, os alunos também podem fazer cartinhas, nas quais devem conter 3 objetivos relacionados à sustentabilidade que pretendem desenvolver durante o ano. Para provar esse comprometimento, eles deixam suas digitais em um papel. Enfim, essas cartinhas serão mandadas de volta para os jovens no ano seguinte, para que vejam se realmente cumpriram o que queriam.

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Sustentabilidade e Construção

Palavras da Prof.a Thaís:

Tudo o que pensei em falar sobre sustentabilidade me pareceu bobagem diante da possibilidade de ter um texto escrito pelo mestre Kaká Werá Jecupé, índio de origem tapuia, ambientalista, escritor, conferencista, fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena, entre outras coisas.

Ela tem razão… com seu jeito simples Kaká Werá Jecupe nos brinda com a profundidade da sabedoria indígena… temos muito o que aprender…

“A palavra sustentabilidade é como a palavra índio: uma expressão simples que guarda sentidos complexos e diversos. De acordo com a definição mais comum e geral, sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Esta definição vai ao encontro dos valores culturais de tradições indígenas, desde o Brasil até a América do Norte, que diziam que seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes até sete gerações futuras.

Os sábios indígenas do passado meditaram e inspiraram-se na natureza, seus ritmos e ciclos, para considerar seu modo de vida, suas filosofias e suas práticas éticas. E sustentabilidade diz respeito à interdependência de todas estas coisas. As árvores menores, por exemplo, beneficiam e são beneficiadas pelo crescimento das árvores maiores, assim como os insetos e pequenos animais colaboram gradualmente para a manutenção da biodiversidade e continuidade da vida. Observando como os pássaros constroem suas moradas, é que nasceu a ecoarquitetura e a bioconstrução indígena, desde as ocas e as taperas, que são os ninhos humanos.

A partir destes princípios, o Instituto Arapoty começou a estudar soluções sustentáveis e saudáveis para a construção, adaptadas ao mundo contemporâneo. A evolução da oca para a alvenaria provocou grande impacto na vida das pessoas, que merece atenção especial do setor da construção civil. O ambiente construído exerce mais influência sobre nossa saúde (física e psicológica), do que podemos imaginar.

Em um pensamento ecoarquitetônico, a questão da saúde é fator decisivo para a escolha dos materiais. Quando, por questões técnicas ou logísticas, não for possível o emprego de materiais totalmente naturais, faz-se a opção por alternativas encontradas no mercado que sejam menos agressivas à saúde e que agreguem outros valores ecológicos, como os produtos reciclados.

Dentre todas as opções para materiais de vedação, as paredes em terra crua são unanimemente consideradas as mais saudáveis e que propiciam melhor qualidade de ar interno, isso porque a terra se comporta como um organismo vivo que “trabalha” de acordo com o clima, ”puxando” a umidade excessiva no ambiente e liberando-a conforme a necessidade. Além disso, o barro tem a capacidade de armazenar calor, aquecendo e resfriando o ambiente por vias passivas.

O barro é vivo, flexível, se adapta ao espaço onde é construído e capta a saudável energia do Sol durante o dia e a redistribui durante a noite, por todo o ambiente interno. Este é o ensinamento que o João de barro realiza na sua construção.

Além disso, o uso da palha e das folhas, como os pássaros fazem, traz a qualidade do acolhimento e, de modo indireto, as propriedades energéticas das plantas, de acordo com as crenças indígenas, que contribuem para a qualidade de aninhar do clã, da tribo.”

Kaká Werá Jecupé (Extraído da Revista Festival da Casa)

Pantanal terá índice de sustentabilidade

Pesquisadores da Embrapa criam software que avalia desempenho econômico, ambiental e social de fazendas.
Programa, que estará disponível na internet em novembro, pode ser primeiro passo para criar selo ambiental.

Folha de São Paulo (11-10-10)

Com cerca de 90% de seu território dividido em fazendas, o Pantanal acaba de ganhar uma ferramenta para avaliar a sustentabilidade dessas propriedades.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal, após oito anos de estudo, desenvolveu um software que mede o desempenho das fazendas em três frentes: ambiental, econômica e social.
O programa -que será lançado em novembro no Simpan (Simpósio sobre Recursos Naturais e Socioeconômicos do Pantanal)- junta essas informações e chega a uma nota que diz se a fazenda é ou não sustentável.

“O Pantanal tem características muito particulares, que fazem com que os conceitos aplicados em outros ecossistemas não sirvam como parâmetro”, afirma Walfrido Tomás, responsável pelos indicadores ambientais.
Segundo a Embrapa, a inclusão dos fazendeiros no processo de conservação é essencial, porque a maior parte das terras pantaneiras não pertencem ao Estado, diferentemente de outros ecossistemas, como a Amazônia.

A ideia do projeto é, em breve, funcionar como subsídio para avaliações mais profundas, como as feitas por certificadoras ambientais, que conferem selos à produção sustentável.
Após o lançamento, o programa será distribuído para alguns produtores e também estará disponível na internet gratuitamente.

“O software auxilia a tomada de decisões e mostra de forma detalhada praticamente todos os aspectos da fazenda. Fica mais fácil saber o que está dando certo e o que está indo mal”, disse o coordenador da parte econômica, Urbano de Abreu.

Os pesquisadores tentaram simplificar ao máximo o preenchimento dos dados, mas, em alguns casos, o produtor pode precisar do auxílio de um especialista, como um técnico agrícola.
A Embrapa afirma que vai investir em cursos de capacitação para os produtores e seus funcionários. O objetivo, de acordo com o órgão, é que a avaliação seja cada vez mais simples para o fazendeiro. Quase intuitiva.

INDICADORES

“Como a diversidade biológica é imensa e a gente não consegue medir tudo, nós usamos indicadores que são capazes de mostrar todo o contexto da fazenda”, afirma Walfrido Tomás.

De acordo com os pesquisadores, o mesmo conceito também foi usado para chegar ao indicadores econômicos e sociais. “Nós fomos às fazendas, entrevistamos patrões e funcionários e ouvimos o que eles tinham a dizer. A opinião do pantaneiro, seu modo de vida, conta muito”, disse Sandra Santos, coordenadora dos indicadores sociais.
Segundo ela, a qualidade de vida dos funcionários da fazenda depende diretamente do que é fornecido pelos patrões. Por isso, acesso à água e transporte, por exemplo, tem grande peso na hora da avaliação.

“Carteira assinada, por outro lado, é uma obrigação. O produtor que tem não ganha pontos, mas o que não tem é duramente penalizado.” A plataforma foi pensada para levar em consideração a imprevisibilidade do ambiente e também a interação entre os indicadores.

“Não adianta ir bem só em um aspecto. Para receber o grau de sustentabilidade, é preciso estar bem em todos os índices”, afirma o pesquisador Urbano de Abreu.

Sustentabilidade na Feira

No próximo dia 23, o Colégio Bandeirantes promoverá sua já tradicional Feira de Ciências e Tecnologia.

O grupo de alunos e coordenadores do Projeto Educação para a Sustentabilidade também estará presente no evento.

Em uma sala especialmente dedicada ao projeto, os visitantes poderão conhecer a trajetória e todas as atividades já desenvolvidas pela equipe do projeto em 2010, e também,  em primeiríssima mão, quais são nossas perspectivas e planos de ação para tornar o Band uma escola mais sustentável em 2011.

O convite está feito. Visite-nos na feira.

Manual de Etiqueta Sustentável

Neste Manual, você pode testar se você é realmente sustentável. Para isso, em cada dica, é só assinalar SIM ou NÃO que, automaticamente, o nível de esforço e de impacto de cada ação será registrado.

No final, o resultado ainda pode ser compartilhado com seus amigos, no Twitter ou no Facebook. Mas, para isso, você deve se cadastrar e criar login e senha. Isso ainda garante que seu teste fique salvo aqui, e sempre que mudar algum hábito, poderá atualizar seu teste.

Fara fazer o teste, clique aqui