Papo sobre arquitetura sustentável

por Gabriela Balbino (1B3) e Letícia Piza (2H2)

No dia 22/08, de metrô e bicicleta, chegamos à região central de São Paulo, bem ao lado do Minhocão.

Lá, tivemos a chance de visitar o privilegiado apartamento do arquiteto Alan Borger, que hoje atua na empresa Fábrica de Projetos.

Privilegiado por várias razões.

Primeiro porque é a cobertura do prédio, portanto, o ex-aluno da Escola da Cidade teve a possibilidade de aproveitar a luz do dia através do teto de vidro nos 20 m2 da antiga varanda, agora parte da sala, e da extensa janela que ocupa uma parede inteira do apartamento. Segundo porque uma janela tão grande possibilitou a Alan olhar todo o dia para o coração da nossa cidade e refletir sobre a aparência dos prédios, do Minhocão, etc. e ter a motivação para continuar na carreira e assim, tentar mudar a nossa cidade para uma mais bonita e melhor estruturada.

Arquitetura sustentável na prática.

Arquitetura sustentável na prática.

Dentro de sua nova casa, a opção foi utilizar o mínimo de material, além de aproveitar ao máximo a luz natural e optar por lâmpadas de LED, muito mais econômicas e duráveis. O design minimalista conta somente com o necessário para um homem solteiro viver com conforto o que, com a ajuda da ausência de paredes separando os cômodos (na verdade só uma mantendo a privacidade do quarto), contribui para que o apartamento pareça muito maior do que realmente é.

Grupo do EpS no apartamento do arquiteto Alan Borger.

Grupo do EpS no apartamento do arquiteto Alan Borger.

Nessa visita aprendemos que arquitetura é uma grande interação entre o ser humano e tudo o que o envolve, desde os fenômenos naturais até as ciências humanas e que, além disso, não podemos nos esconder dentro de uma ‘bolha’, mas sim viver a cidade, aprender com ela e mudar o que achamos estar errado.

Redação em prol da sustentabilidade

É com muita alegria que compartilhamos com todos e todas a redação premiada no Concurso Internacional de Redação de Cartas dos Correios, redigida pela ex-participante do Projeto Educação para a Sustentabilidade (2012), Juliana Reimberg.

Parabéns, Ju, estamos muito orgulhosos de sua conquista.

Juliana Reimberg em visita ao CEA em  2012.

Juliana Reimberg em visita ao CEA em 2012.

São Paulo, 22 de março de 2067.

Cara Isabella

Como você está? E seu irmão, Leonardo, está bem? Estão gostando da nova escola? Hoje, vi no noticiário as diversas comemorações em todo mundo pelo “Dia Mundial da Água” e me lembrei de quando tinha sua idade.

Em 2013, nos meus 15 anos, celebrava-se o vigésimo  “Dia Mundial da Água”, criado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento com o objetivo de chamar a atenção `a importância da água doce e do uso sustentável dos recursos hídricos. Naquele tempo, vivíamos uma situação muito diferente da atual. Manchetes alertavam sobre a morte de milhões de pessoas anualmente devido `a falta de água. Estimava-se que uma a cada cinco pessoas tinha menos de 20 litros de água potável por dia, quantidade considerada mínima para sobrevivência. A escassez desse precioso recurso natural ocorria sobretudo nas zonas áridas e semi-áridas, frequentemente afetadas por secas e abrigavam diversas pessoas. Por outro lado, meus pais diziam que o consumo médio diário de água entre europeus e norte-americanos era de 200 a 600 litros.  Na escola, lembro-me de ter aprendido que o Brasil era o maior reservatório de água doce do planeta. Porém, essa grandeza não garantia o abastecimento de toda a população. Aproximadamente 70% da água encontrava-se na região Norte, que era pouco povoada. Enquanto isso, o Sudeste, com a maior população de nosso país, tinha menos de 6% dos recursos hídricos. A falta de água e a sua má distribuição incitava a disputa por esse bem essencial e gerava diversos conflitos.

Além da sua importância na sociedade, a água desempenhava um importante papel na economia mundial. A água era muito usada na irrigação de plantações agrícolas mas grande parte era desperdiçada em razão do modo como eram feitas essas irrigações. No entanto, técnicas mais eficientes foram sendo desenvolvidas para reduzir tamanho desperdício. Ademais, a cada ano, esse líquido se tornava mais caro e escasso. Desse modo, países desenvolvidos e emergentes passaram a gastar bilhões de dólares por ano para despoluir rios e grandes empresas investiram em programas de reaproveitamento de água que seria desperdiçada no processo de produção.

Mas as medidas tomadas e as mudanças de postura em relação à água não mudaram apenas nas altas escalas: nossa vida cotidiana também sofreu o impacto. Aos poucos as pessoas começaram a mudar os seus hábitos e, consequentemente, as perspectivas para o futuro do planeta. As escolas passaram a ensinar aos seus alunos medidas simples para economizar água, como fechar a torneira ao escovar os dentes e lavar as mãos. Recordo-me que, no ensino médio, participei de um grupo de sustentabilidade organizado por alunos e professores. Nesse grupo, desenvolvemos um sistema de captação de água da chuva. A água obtida era reaproveitada para limpar as quadras esportivas e o pátio do colégio. Todo esse aprendizado adquirido pelas crianças era compartilhado com os pais que aos poucos passaram a repensar suas atitudes e implantar estas medidas no seu dia a dia e nos lugares em que trabalhavam. E assim, os hábitos da sociedade foram mudando. A água usada na lavagem de roupa passou a ser reaproveitada para limpar calçadas, lavar carros e regar plantas. Empresas passaram não só a rever seus gastos de água, como também a criar metas para economia e reaproveitamento de água. Além disso, países traçaram acordos entre si para utilizarem os recursos hídricos de forma sustentável.

Hoje, vejo o mundo com muita alegria pois noto que os esforços para conscientizar a minha geração e a de seus pais tiveram ótimos resultados. E peço, com essa carta, para que você preserve a água e se esforce sempre para melhorar o nosso planeta.

Com carinho,

da vovó

Feira (mais) sustentável

por Ricardo Corinaldesi Cardoso (2E3)

Com o intuito de avaliar a Feira de Ciências do Colégio Bandeirantes e torná-la cada vez mais sustentável, o projeto Educação para a Sustentabilidade convidou o professor de Química do Band, Rodolfo Aureo Tasca – que também é formado em Gestão Ambiental – para palestrar sobre o tema no último dia 08 de agosto.

Prof. Rodolfo durante palestra no projeto Educação para a Sustentabilidade

Segundo Rodolfo, normalmente o gerenciamento ambiental é feito com o objetivo de tratar, reciclar ou reutilizar os resíduos. Porém, a prioridade deveria ser a prevenção, ou seja, procurar evitar ao máximo a produção de tais resíduos.

Após a palestra, o grupo criou um planejamento para a realização de um diagnóstico do evento, que levará em consideração desde o transporte que os visitantes e alunos utilizam para chegar à escola, até o uso e destino de materiais como garrafas plásticas, papel, isopor, papelão, banners, produtos químicos, madeira, entre outros.

Depois de elaborado, o diagnóstico da feira será encaminhado aos organizadores com os principais números do evento e sugestões sobre como aprimorá-lo para 2014.

Agradecemos a presença e apoio do professor Rodolfo à iniciativa.