Resíduos e Reciclagem: a missão

Na última semana, a equipe do projeto Educação para a Sustentabilidade deu o ponta-pé inicial para tornarmos o Band um modelo de gestão de resíduos sólidos.

Após a palestra do representante da empresa Recicleiros, Erich Burger, parceiro do EpS no projeto sobre resíduos e reciclagem, alunos e professores criaram juntos um diagnóstico rápido sobre reciclagem e hábitos de descarte na escola.

Munidos das questões, os participantes de 2014 entrevistaram 83 alunos, em uma amostragem que considerou desde alunos do 6o ano do Fundamental até o 3o ano do Ensino Médio.

A boa notícia é que a atitude dos alunos do Band com relação à reciclagem é extremamente positiva. 95% consideram importante que a escola efetivamente recicle seus resíduos.

Captura_de_tela_24_04_14_18_07

A grande maioria dos entrevistados diz Sim à reciclagem na escola.

Para verificar se atitude gera comportamento, a segunda questão do diagnóstico investigou se o aluno descartava separadamente seus resíduos na escola. Cerca de 65% disseram que não.

Porcentagem de alunos entrevistados que Sim ou Não descartam separadamente seus resíduos na escola.

A questão seguinte procurou identificar por quais motivos os alunos não descartavam seu lixo de forma adequada, uma vez que a atitude de todos é extremamente positiva.

Veja os resultados:

Motivos levantados para o descarte não adequado de resíduos.

Preguiça e falta de estrutura adequada na escola (falta de lixeiras adequadas/não há como descartar) foram citados por quase 70% dos entrevistados como os principais motivos para não descartar separadamente seus resíduos.

O quadro tornou-se claro a partir desses resultados e sentimos que o projeto EpS está caminhando na direção certa. A melhor distribuição e aumento no número de lixeiras já estão sendo providenciados para facilitar o descarte correto.

Além disso, o projeto já está criando campanhas de comunicação para incentivar o descarte e a reciclagem no Band.

Contamos com o apoio de toda a comunidade para que o projeto realmente ganhe vida na escola e que repercuta na casa de cada aluno, professor e funcionário.

Chega de preguiça, né?

 

EpS visita a Escola Amorim Lima

foto 2

Frase no refeitório da Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

No dia 10 de abril, professores do Projeto Educação para a Sustentabilidade tiveram o privilégio de visitar e conhecer um pouco do trabalho desenvolvido na EMEF Desembargador Amorim Lima, escola que já ganhou vários prêmios por suas inovações na área educacional. O projeto coletivo da escola contou com o apoio do professor José Pacheco e da psicóloga Rosely Sayão.

A visita pela escola foi guiada por Jéssica, Marianna e Luna, alunas do ciclo 1 da escola.

foto 4

Thaís Milani, Jéssica, Marianna e Luna em visita à Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

Na Amorim Lima não há aulas no formato tradicional. Os chamados “roteiros” acontecem em grandes salões, nos quais as mesas são organizadas sempre em grupos. Todas as atividades propostas nesses roteiros são realizadas em equipe (em grupos) que contam sempre com alunos de diferentes anos do ensino fundamental. Os estudantes se ajudam, formando uma verdadeira comunidade de aprendizagem, além de garantir uma excelente socialização e espírito de cooperação.

Um dia por semana, os alunos se reúnem com seus tutores em um encontro mais formal, a fim de verificar os progressos e as dúvidas que surgiram pelo caminho, estabelcendo um diálogo aberto e democrático no qual todos têm a palavra.

foto 1

Salão de roteiros.
Foto: Edson Grandisoli

Essa visita é uma iniciativa da equipe do Educação para a Sustentabilidade que permite que seus professores vivenciem novos modelos de Educação e estabeleçam novas parcerias e contatos.

 O próximo passo será organizar uma visita dos alunos do projeto EpS à EMEF Amorim Lima. Mas isso é assunto para outro post…

foto 3

Thaís e Jéssica em visita à biblioteca.
Foto: Edson Grandisoli

 

 

 

Sustentabilidade e Psicodrama

  Por Rosiani Baron Telles

Preservação, qualidade de vida e igualdade, o que significam essas palavras? Por que várias vezes elas aparecem quando se discute o tema Sustentabilidade? Por que é difícil explicá-las? É possível transformá-las em ações?

Essas foram algumas perguntas que surgiram no grupo de alunos e professores do Projeto  Educação para a Sustentabilidade na aula do dia 27 de março.

Para que discutíssemos seus significados e pudéssemos refletir sobre elas, foi proposta uma atividade pouco vivenciada dentro dos colégios: o psicodrama.

foto 3

Psicodrama e Sustentabilidade.
Foto: Edson Grandisoli

O psicodrama, criado por Jacob Levy Moreno, é uma metodologia que traz para o palco uma cena que está relacionada a um tema. Dessa forma, as pessoas não ficam apenas na fala, elas partem para a ação, onde o agir e o sentir são tão importantes quanto o falar.

Os alunos se dividiram em três grupos, e cada grupo vivenciou uma cena que estava relacionada com as palavras preservação, qualidade de vida e igualdade. O final das cenas houve o compartilhamento dos nossos sentimentos e opiniões.

foto 2

Profa. Thaís Milani em ação durante o psicodrama.
Foto: Edson Grandisoli

Concluímos que existem definições distintas para cada uma dessas palavras, mas que antes de definí-las é necessário repensar os seus significados e entender porque cada uma delas se encaixa no tema Sustentabilidade. Os significados têm que fazer sentido para quem fala, pois só assim é possível transformar a fala em ação.

foto 1

Psicodrama e o conceito de sustentabilidade.
Foto: Edson Grandisoli