Feliz 2011

2010 está chegando ao fim… e o nosso projeto logo logo completa 1 aninho… de sucesso, de muito trabalho, de muitas realizações… estamos terminando de tabular o questionário aplicado aos alunos do Ensino Fundamental e, esperamos, logo ter um diagnóstico do que pensam, vivem e acreditam os nossos alunos sobre esse tema tão falado no momento… ontem foi nossa festa de despedida e, mais uma vez, ganhamos de brinde uma caneca, muito bonita e elegante… fui pra casa pensando: será que agora não seria o momento de abolirmos os copos descartáveis da sala dos professores? Não seria o momento adequado para nós, professores, sermos exemplo vivo, em ação? Os alunos pedem para que os copos descartáveis sejam retirados da escola, tá lá no questionário, foram muitos dizendo a mesma coisa… e nós, professores, consumimos dezenas de copinhos diariamente para suco, café, água… já ganhamos uma caneca no passado, voltamos a ganhar novamente… não será esse um sinal de que nós devemos mudar? Feliz 2011, mais humano, mais sustentável, mais generoso!

Leadership, Education and Close Loop Economy

Este era o nome do curso que acabo de realizar no Schumacher College, Inglaterra.

O Schumacher College é uma escola toda voltada para a Sustentabilidade desde a sua fundação, cujo lema é “Transformative Learning for Sustainable Living“. Lá são realizados cursos de curta duração sobre todos os temas relacionados à Sustentabilidade. Também existem um mestrado em Holistic Science, uma especilaização em Education for Sustainability (ambos de 1 ano de duração) e em 2011 começa um mestrado em Economics for Transition.

No curso do qual participei o foco foi um novo modelo mental onde prevalece uma visão circular da economia e dos negócios, ao contrário do que temos hoje, que é linear: recursos são transformados em produtos, que são consumidos e descartados. Nessa nova proposta, a Natureza é vista como Modelo (e não apenas como fonte de matéria prima) e lixo=alimento, ou seja, tudo serve como nutriente e o ciclo se fecha: nutrientes biólógicos (aqueles que podem ser descartados no ambiente) e nutrientes tecnológicos (os que não podems ser descartados no ambiente, como plásticos ou metais, mas que voltam para as indústrias para alimentar o próprio ciclo). Um novo design é a chave deste modelo, conhecido como Cradle to Cradle (do berço ao berço).

Após uma semana de curso com o Prof. Ken Webster, da Ellen Macarthur Foundation, voltei com muitas ideias e bastante otimista, pois se a instituição “Business” é reconhecida como a única forte o bastante para promover mudanças concretas (foi nos mostrado um exemplo que “deu certo'” – a InterfaceFloor), a escola é o local onde essa mudança de modelo mental deve ser iniciada… muito trabalho pela frente!!!

 

Para saber mais:

Schumacher College

Ellen Macarthur Foundation

InterfaceFlor

Sustentabilidade Aqui e Agora

 O que pensam brasileiros sobre Sustentabilidade? Estamos dispostos a largar a sacola plástica? Nossos hábitos estão mudando? Interessados em saber o que sabe e pensa a população brasileira o Ministério do Meio Ambiente e a rede Walmart realizaram uma pesquisa. Veja abaixo o texto de Ricardo Young publicado hoje na Folha de São Paulo comentado os resultados.

O Brasil e a sustentabilidade (texto de Ricardo Young publicado na FSP 29/12/2010)

“Foi divulgada nesta semana a pesquisa “Sustentabilidade Aqui e Agora”, feita pelo Ministério do Meio Ambiente e por grande rede de supermercados, em 11 capitais, para verificar se o consumidor está aceitando largar a sacola plástica. Também serviu para retratar hábitos, comportamentos e percepções do brasileiro em relação à sustentabilidade.
Os resultados mostram, em primeiro lugar, que o consumidor é favorável à substituição da sacola plástica.
Este dado se insere num cenário maior que emerge desse estudo, no qual fica evidente que, se a consciência sobre a importância do tema espalhou-se pela sociedade, ela ainda não está promovendo mudanças de comportamento efetivas.
O cidadão ainda não sabe como juntar essa consciência com ações concretas para transformar seu modo de vida.
Nas grandes cidades, onde hoje moram 75% dos brasileiros, é baixa a percepção sobre meio ambiente. Saúde, segurança e saneamento estão entre as maiores prioridades, mas nenhuma resposta ligou esses assuntos ao desenvolvimento sustentável.
No entanto, a pesquisa mostrou hábitos em movimentação: 45% não jogam produtos tóxicos no lixo comum; 41% consertam produto quebrado para prolongar a vida útil; e 31% deixam de comprar algum produto por informações contidas no rótulo.
Três dados importantes também emergiram: 59% das pessoas que participaram da pesquisa acreditam que a preservação dos recursos naturais deve estar acima das questões da economia. E também para 59% só grandes transformações em consumo, transporte e alimentação podem realmente ajudar a manter o equilíbrio futuro.
Ainda, 63% acreditam que é a escola a instituição capaz de promover essas mudanças de forma profunda e duradoura.
Quanto a crenças e valores, o Brasil dessa pesquisa é uma sociedade com esperança no futuro, pela fé na capacidade humana de superar obstáculos. Por isso, sempre aposta numa vida melhor.
São resultados animadores porque demonstram a disposição do país em adotar outra maneira de produzir e consumir. Falta, justamente, o projeto de mudança. Ele precisa ser articulado com urgência.
Não nos gabinetes oficiais ou por meio de gurus contratados. Mas pela mobilização dessa mesma sociedade que busca ações exemplares.
Empresas, governos e entidades sociais precisam se mexer, criar marcos regulatórios, casos concretos, referências.
O país justo e sustentável que queremos avança.”

Para ver a pesquisa completa acesse:

Ministério do Meio Ambiente – Pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora

Sustentabilidade e Construção

Palavras da Prof.a Thaís:

Tudo o que pensei em falar sobre sustentabilidade me pareceu bobagem diante da possibilidade de ter um texto escrito pelo mestre Kaká Werá Jecupé, índio de origem tapuia, ambientalista, escritor, conferencista, fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena, entre outras coisas.

Ela tem razão… com seu jeito simples Kaká Werá Jecupe nos brinda com a profundidade da sabedoria indígena… temos muito o que aprender…

“A palavra sustentabilidade é como a palavra índio: uma expressão simples que guarda sentidos complexos e diversos. De acordo com a definição mais comum e geral, sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Esta definição vai ao encontro dos valores culturais de tradições indígenas, desde o Brasil até a América do Norte, que diziam que seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes até sete gerações futuras.

Os sábios indígenas do passado meditaram e inspiraram-se na natureza, seus ritmos e ciclos, para considerar seu modo de vida, suas filosofias e suas práticas éticas. E sustentabilidade diz respeito à interdependência de todas estas coisas. As árvores menores, por exemplo, beneficiam e são beneficiadas pelo crescimento das árvores maiores, assim como os insetos e pequenos animais colaboram gradualmente para a manutenção da biodiversidade e continuidade da vida. Observando como os pássaros constroem suas moradas, é que nasceu a ecoarquitetura e a bioconstrução indígena, desde as ocas e as taperas, que são os ninhos humanos.

A partir destes princípios, o Instituto Arapoty começou a estudar soluções sustentáveis e saudáveis para a construção, adaptadas ao mundo contemporâneo. A evolução da oca para a alvenaria provocou grande impacto na vida das pessoas, que merece atenção especial do setor da construção civil. O ambiente construído exerce mais influência sobre nossa saúde (física e psicológica), do que podemos imaginar.

Em um pensamento ecoarquitetônico, a questão da saúde é fator decisivo para a escolha dos materiais. Quando, por questões técnicas ou logísticas, não for possível o emprego de materiais totalmente naturais, faz-se a opção por alternativas encontradas no mercado que sejam menos agressivas à saúde e que agreguem outros valores ecológicos, como os produtos reciclados.

Dentre todas as opções para materiais de vedação, as paredes em terra crua são unanimemente consideradas as mais saudáveis e que propiciam melhor qualidade de ar interno, isso porque a terra se comporta como um organismo vivo que “trabalha” de acordo com o clima, ”puxando” a umidade excessiva no ambiente e liberando-a conforme a necessidade. Além disso, o barro tem a capacidade de armazenar calor, aquecendo e resfriando o ambiente por vias passivas.

O barro é vivo, flexível, se adapta ao espaço onde é construído e capta a saudável energia do Sol durante o dia e a redistribui durante a noite, por todo o ambiente interno. Este é o ensinamento que o João de barro realiza na sua construção.

Além disso, o uso da palha e das folhas, como os pássaros fazem, traz a qualidade do acolhimento e, de modo indireto, as propriedades energéticas das plantas, de acordo com as crenças indígenas, que contribuem para a qualidade de aninhar do clã, da tribo.”

Kaká Werá Jecupé (Extraído da Revista Festival da Casa)

22/set/2010 – Dia Mundial Sem Carro

Esse movimento começou na Europa há alguns anos e está se espalhando por todos continentes. O que é?

É uma maneira de refletir e se manisfestar contra os inúmeros problemas ambientais (poluição, congestionamentos gigantescos, guerras por petróleo… só pra citar alguns dos mais graves) gerados pelo uso intenso de automóveis como meio de locomoção.

É um convite para experimentar meios mais sustentáveis, como caminhar, pedalar, metrô e, por que não, até mesmo carona… se cada carro levar 4-5 pessoas o número de carros nas ruas diminuirá muito… isso é sustentável, não?

Para saber mais acesse:

http://diamundialsemcarro.ning.com/


http://mountainbikebh.com.br/22setembro/

Vamos participar???