EpS visita a Escola Amorim Lima

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Frase no refeitório da Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

No dia 10 de abril, professores do Projeto Educação para a Sustentabilidade tiveram o privilégio de visitar e conhecer um pouco do trabalho desenvolvido na EMEF Desembargador Amorim Lima, escola que já ganhou vários prêmios por suas inovações na área educacional. O projeto coletivo da escola contou com o apoio do professor José Pacheco e da psicóloga Rosely Sayão.

A visita pela escola foi guiada por Jéssica, Marianna e Luna, alunas do ciclo 1 da escola.

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Thaís Milani, Jéssica, Marianna e Luna em visita à Amorim Lima.
Foto: Edson Grandisoli

Na Amorim Lima não há aulas no formato tradicional. Os chamados “roteiros” acontecem em grandes salões, nos quais as mesas são organizadas sempre em grupos. Todas as atividades propostas nesses roteiros são realizadas em equipe (em grupos) que contam sempre com alunos de diferentes anos do ensino fundamental. Os estudantes se ajudam, formando uma verdadeira comunidade de aprendizagem, além de garantir uma excelente socialização e espírito de cooperação.

Um dia por semana, os alunos se reúnem com seus tutores em um encontro mais formal, a fim de verificar os progressos e as dúvidas que surgiram pelo caminho, estabelcendo um diálogo aberto e democrático no qual todos têm a palavra.

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Salão de roteiros.
Foto: Edson Grandisoli

Essa visita é uma iniciativa da equipe do Educação para a Sustentabilidade que permite que seus professores vivenciem novos modelos de Educação e estabeleçam novas parcerias e contatos.

 O próximo passo será organizar uma visita dos alunos do projeto EpS à EMEF Amorim Lima. Mas isso é assunto para outro post…

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Thaís e Jéssica em visita à biblioteca.
Foto: Edson Grandisoli

 

 

 

Alunos do EpS visitam o ISA (Instituto Socioambiental)

Como parte importante da formação dos estudantes do projeto Educação para a Sustentabilidade, realizamos uma visita ao Instituto Socioambiental. Os principais pontos discutidos nessa visita estão expostos no texto da aluna Giovanna Frate (2H2).

Nilto Tatto (à esquerda) recebe alunos do EpS no Instituto Socioambeintal.

Nilto Tatto (à esquerda) recebe alunos do EpS no Instituto Socioambiental. Foto: Edson Grandisoli

A visita ao ISA (Instituto Socioambiental) foi muito enriquecedora e proveitosa para o grupo de alunos e professores do Projeto Educação para a Sustentabilidade.

Através dessa experiência pudemos enxergar de uma forma mais abrangente como a sustentabilidade é aplicada no meio social e como é desenvolvida no Brasil, especialmente quando referente às pequenas comunidades, até então, muito pouco mencionadas nos meios midiáticos ou inseridas na economia e no cenário urbano e caótico, no qual vivemos atualmente.

Estas comunidades, assistidas pelo ISA, são constituídas principalmente por indígenas, pequenos produtores agrícolas e quilombolas que, num passado não muito distante, contribuíram de forma expressiva ao nosso patrimônio cultural e histórico, e mesmo assim, são muito pouco valorizados pelo governo ou reconhecidos pelo próprio povo brasileiro. Afinal, muitos até hoje nem fazem ideia de que ainda existem muitas comunidades quilombolas espalhadas pelo país.

Apesar dessas comunidades terem conquistado muitos direitos com o passar do tempo, muitos deles ainda não são respeitados. É exatamente aí que o ISA atua.
O que me chamou mais atenção nessa visita (10/05) foi o fato de como a situação dessas comunidades é delicada e, ao mesmo tempo, deixada de lado por nós, que estamos distantes dessa realidade, e pelos governantes do nosso país. Outro fato relevante discutido com o coordenador do projeto quilombola, Sr. Nilto Tatto, é como os interesses econômicos de uma minoria estão tão acima dos próprios direitos dessas comunidades, que precisam ser notadas e ouvidas.
Por meio desse encontro, também pudemos entender melhor, no âmbito social, o que de fato está acontecendo na Amazônia em relação aos movimentos de resistência à instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Mesmo com tantos problemas apontados, foram também mencionadas possíveis soluções, como por exemplo, a verba destinada à merenda das escolas públicas que poderia ser parcialmente revertida em investimentos no micronegócio agrário dessas comunidades, trazendo benefícios tanto para os pequenos agricultores como para as instituições de ensino que estariam recebendo alimentos mais sustentáveis e com menos produtos químicos.
Enfim, como todos os outros encontros que o nosso projeto realiza, a visita ao Instituto Socioambiental foi muito produtiva, e como sempre, nos fez pensar ainda mais sobre a complexidade da aplicação da sustentabilidade nos dias de hoje, e dessa vez, de um ponto de vista mais humano, o social.