Sustentabilidade apresenta-se no SINPRO

Uma das maiores recompensas no desenvolvimento de um projeto é ter seu mérito reconhecido por entidades de respeito. O projeto Educação para Sustentabilidade, desenvolvido no 1.o e 2.o anos do Ensino Médio, teve a oportunidade de apresentar um pouco de sua metodologia e dos resultados alcançados nos últimos 4 anos no SINPRO, Sindicato dos Professores de São Paulo, durante o evento Virada Sustentável.

Prof. Edson

Prof. Edson

“Temos desenvolvido um modo bastante particular de trabalhar com os alunos envolvidos, mesclando a teoria complexa por trás do conceito de sustentabilidade a ações práticas dentro do ambiente escolar, ou seja, estamos utilizando a escola como um verdadeiro espaço democrático de criação e aprendizado”, explica o professor Edson Grandisoli, responsável pelo projeto. A oportunidade de apresentação do projeto no SINPRO foi viabilizada mediante um resumo enviado previamente ao sindicato, que o escolheu como um dos 3 projetos a serem apresentados naquele dia. “Procuramos levar nosso projeto, sempre que possível, para ser apresentado fora da escola em eventos diferenciados, para que possam nos ajudar a melhorar ainda mais”, comentou.

O 1.o semestre do projeto é sempre voltado à formação teórica dos participantes. Além de aulas, debates e palestras, são realizadas diversas visitas a instituições e a profissionais renomados que atuam hoje na área da sustentabilidade como arquitetos, engenheiros, economistas, entre outros, mostrando novas possibilidades de atuação futura de nossos alunos em suas respectivas áreas.
No 2.o semestre, os alunos são estimulados a dedicar-se à prática, ou seja, a criarem e executam intervenções na escola, a fim de torná-la mais sustentável. “Nesse ano, nosso tema gerador é energia. Aguardem novidades nesse sentido”, promete Edson.

Alunos do EpS visitam o ISA (Instituto Socioambiental)

Como parte importante da formação dos estudantes do projeto Educação para a Sustentabilidade, realizamos uma visita ao Instituto Socioambiental. Os principais pontos discutidos nessa visita estão expostos no texto da aluna Giovanna Frate (2H2).

Nilto Tatto (à esquerda) recebe alunos do EpS no Instituto Socioambeintal.

Nilto Tatto (à esquerda) recebe alunos do EpS no Instituto Socioambiental. Foto: Edson Grandisoli

A visita ao ISA (Instituto Socioambiental) foi muito enriquecedora e proveitosa para o grupo de alunos e professores do Projeto Educação para a Sustentabilidade.

Através dessa experiência pudemos enxergar de uma forma mais abrangente como a sustentabilidade é aplicada no meio social e como é desenvolvida no Brasil, especialmente quando referente às pequenas comunidades, até então, muito pouco mencionadas nos meios midiáticos ou inseridas na economia e no cenário urbano e caótico, no qual vivemos atualmente.

Estas comunidades, assistidas pelo ISA, são constituídas principalmente por indígenas, pequenos produtores agrícolas e quilombolas que, num passado não muito distante, contribuíram de forma expressiva ao nosso patrimônio cultural e histórico, e mesmo assim, são muito pouco valorizados pelo governo ou reconhecidos pelo próprio povo brasileiro. Afinal, muitos até hoje nem fazem ideia de que ainda existem muitas comunidades quilombolas espalhadas pelo país.

Apesar dessas comunidades terem conquistado muitos direitos com o passar do tempo, muitos deles ainda não são respeitados. É exatamente aí que o ISA atua.
O que me chamou mais atenção nessa visita (10/05) foi o fato de como a situação dessas comunidades é delicada e, ao mesmo tempo, deixada de lado por nós, que estamos distantes dessa realidade, e pelos governantes do nosso país. Outro fato relevante discutido com o coordenador do projeto quilombola, Sr. Nilto Tatto, é como os interesses econômicos de uma minoria estão tão acima dos próprios direitos dessas comunidades, que precisam ser notadas e ouvidas.
Por meio desse encontro, também pudemos entender melhor, no âmbito social, o que de fato está acontecendo na Amazônia em relação aos movimentos de resistência à instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Mesmo com tantos problemas apontados, foram também mencionadas possíveis soluções, como por exemplo, a verba destinada à merenda das escolas públicas que poderia ser parcialmente revertida em investimentos no micronegócio agrário dessas comunidades, trazendo benefícios tanto para os pequenos agricultores como para as instituições de ensino que estariam recebendo alimentos mais sustentáveis e com menos produtos químicos.
Enfim, como todos os outros encontros que o nosso projeto realiza, a visita ao Instituto Socioambiental foi muito produtiva, e como sempre, nos fez pensar ainda mais sobre a complexidade da aplicação da sustentabilidade nos dias de hoje, e dessa vez, de um ponto de vista mais humano, o social.

 

Papel: Reciclar é preciso

A agenda da sustentabilidade já é parte de nossas vidas, seja no transporte, nos hábitos diários ou na compra de novos produtos. O grupo de Educação para a Sustentabilidade do Band, que estuda o tema, resolveu investir na conscientização da coleta de papel e reciclagem.

Em uma época em que o uso da tecnologia digital, como os tablets , se intensifica, o desperdício de papel se torna uma ação cada vez mais insustentável. “Jogamos a ideia no grupo e deixamos que os alunos decidissem a melhor maneira de divulgá-la. Eles escolheram fazer um vídeo para incentivar que todos reciclassem o papel”, explicou Rosiani Telles, professora orientadora do Grupo.

“Recebemos a notícia que funcionários do Band já faziam coleta específica de papel para reciclagem, e decidimos expandir essa ideia para o Colégio inteiro, espalhando cestos especiais”, explicou o aluno Lucas Nakamura.

Os alunos então filmaram, produziram e editaram um vídeo, que procura incentivar a coleta de papel. A divulgação é parte das ações do grupo de Educação para a Sustentabilidade que inspira cada vez novas ideias dentro e fora do Band.

A invasão dos squeezes

O projeto Educação para a Sustentabilidade do Colégio Bandeirantes tem como um de seus principais objetivos avaliar o dia a dia da escola, a fim de mudar antigos costumes e introduzir hábitos mais sustentáveis.

Atualmente, o grupo é composto 7 alunos do primeiro ano e as professoras Rosiani Carla Baron Telles, Cristiana Mattos Assumpção e Thais Milani Bianco, e também pelo consultor em sustentabilidade, Prof. Edson Grandisoli. A mais recente ação do projeto foi distribuir squeezes a toda a comunidade Bandeirantina, praticamente tirando de circulação os criticados copinhos plásticos.

De acordo com um levantamento da equipe do projeto, em uma semana, mais de 30 mil copinhos eram utilizados e descartados. “Uma das maiores discussões nossas sobre sustentabilidade é a grande dificuldade que temos em mudar os costumes das pessoas. Porém, com esforço e dedicação isso é possível”, explicou a aluna participante do projeto, Juliana Reimberg. “Foi o que observamos com os professores. Alguns já utilizavam garrafinhas, outros mudaram seus hábitos e passaram a utilizar os squeezes. Acho que o importante foi que, de alguma forma, todos repensaram suas ações e tentaram trazer essa mudança para o seu dia a dia”, completou.

Foram meses de esforço e persistência para a ideia se concretizar. “Os estudantes fizeram várias pesquisas, procurando qual seria a melhor opção aos copos. Pesquisaram preços, higiene, acessibilidade, tudo com um pensamento sustentável”, explicou a professora Cristiana Assumpção. “Depois de ter o projeto pronto, recebemos o apoio de todos os setores do Band”.

Para colaborar ainda mais com as mudanças de hábito, o colégio precisou passar por uma pequena reforma no fornecimento de água. No início do ano, todos os bebedouros foram trocados. Mais modernos e com maior pressão, eles foram alterados especialmente para facilitar o enchimento dos squeezes, que agora circulam por todo o espaço do Band.

Derramamento de óleo na internet

Já se passaram mais de 6 meses desde o vazamento de petróleo no Golfo do México. Para marcar a data e juntar esforços para evitar que desastres assim se repitam, o Greenpeace e a agência Vanksen criaram o ‘The Big Online Oil Spill’, um aplicativo que deixa você sujar de petróleo sites e páginas do FacebookExperimente aqui.

Fonte: Bluebus

Consciente Coletivo

A série Consciente Coletivo faz reflexões sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Tudo de um jeito simples e divertido. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental.

O projeto Consciente Coletivo é uma parceria do Instituto Akatu, Canal Futura e HP do Brasil.

Vale a pena conferir.

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VAZa0zzn_Eg&feature=related]

IBGE divulga Indicadores de Sustentabilidade do Brasil

Nesta quarta-feira, 1 de setembro, o IBGE divulgou os IDS – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável referentes ao ano de 2010, que apontaram que, embora o país tenha evoluído nos principais aspectos socioambientais avaliados, ainda há um longo caminho para percorrer rumo ao desenvolvimento sustentável, sobretudo na preservação da biodiversidade.

Planeta Sustentável – 01/09/2010


Em comparação ao ano de 2007, o Brasil manteve seu ritmo de crescimento econômico e evoluiu nos principais indicadores socioambientais analisados, mas as desigualdades socioeconômicas e os impactos ao meio ambiente ainda são grandes em todo o país, o que compromete o desenvolvimento sustentável do Brasil. Essa é a principal conclusão dos IDS 2010 – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010, divulgados hoje, dia 1 de setembro, pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Ao todo, 55 aspectos – ligados direta ou indiretamente ao desenvolvimento sustentável do país – foram analisados pelo Instituto. Para facilitar a avaliação, eles foram divididos em quatro grandes grupos.

O primeiro, chamado de Dimensão Ambiental, analisou questões referentes à ar, terra, água, biodiversidade e saneamento e concluiu que, apesar de grandes avanços em algumas áreas e estabilidades em outras, ainda existem grandes desafios ambientais a serem superados no país, sobretudo quando o assunto é degradação dos ecossistemas e perda de biodiversidade. Isso porque, apesar de ter diminuído, o desmatamento já atinge14,6% da Amazônia Legal e quase metade do Cerrado. Na Mata Atlântica, a situação também é crítica: restam menos de 10% do território. Enquanto isso, o IDR apontou que as UCs – Unidades de Conservação federais ocupam, apenas, 9% de todo o território brasileiro.

Os indicadores de Dimensão Ambiental ainda terminaram com um alerta: apesar de continuar baixo, o índice de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio – presentes, por exemplo, em ar-condicionados, solventes e extintores de incêndio – sofreu um pequeno aumento, com relação ao ano de 2007. O resultado influenciou em outro IDS, referente à qualidade do ar: nas grandes cidades, a poluição atmosférica se manteve estável, mas a concentração de ozônio cresceu, aumentando o risco de casos de câncer e cegueira entre a população (para saber mais, veja o infográfico Sem Proteção: o buraco na camada de ozônio).

O segundo grupo, nomeado de Dimensão Social, analisou as questões ligadas à satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social, avaliando setores como saúde, educação, habitação e segurança. Entre as conclusões desse grupo, estão:
– maior redução nas desigualdades de gênero, do que nas de cor e raça;
– queda da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida
– condições de moradia inadequadas nos domicílios de 43% dos brasileiros e
– 25,4 mortes por homicídio e 20,3 por acidente de transporte, a cada cem mil habitantes.

Questões ligadas ao desempenho macroeconômico do país e aos padrões de produção e consumo foram reunidas no grupo de Dimensão Econômica, que mostrou que:
– em 2009, o consumo de energia anual de cada brasileiro chegou a 48,3 gigajoules – o segundo maior índice da história do país – e a eficiência energética do uso não aumentou;
– quase metade da energia brasileira provém de fontes renováveis e
– mais de 90% das latas de alumínio produzidas hoje no Brasil são recicladas.

Por fim, o grupo denominado Dimensão Institucional analisou questões que dizem respeito aos esforços feitos pela sociedade e, principalmente, pelo governo para ajudar no desenvolvimento sustentável do Brasil. A avaliação mostrou que, nesse aspecto, os avanços do país se concentraram no acesso à telefonia e internet: os domicílios que possuem acesso à rede quase triplicaram entre 2001 e 2008 e o acesso à telefonia móvel dobrou de volume em quatro anos. Além disso, os IDS apontaram que o investimento nacional em Pesquisa e Desenvolvimento aumentaram de R$ 12 bi, em 2000, para R$ 32,7 bi, em 2008, embora ainda não representem mais de 1% do PIB brasileiro.

Veja o IDS 2010, na íntegra.


Educação para a Sustentabilidade

Destacado

Poluição. Desmatamento. Reciclagem. Preservação.

O que essas palavras significam para você?  Sustentabilidade? Reveja seus conceitos!

Nós modificamos os nossos, ao entrarmos no projeto “Educação para a Sustentabilidade”.

Sustentabilidade engloba também os conceitos sociais e econômicos. Pequenas ações diárias podem fazer toda a diferença para o ambiente; apagar as luzes, fechar a torneira e reciclar, por exemplo. Mas, para fazer um mundo sustentável, é preciso ultrapassar o limite ambiental e atuar em outras áreas, como na econômica, consumindo conscientemente, e na social, diminuindo as desigualdades, só para citar dois exemplos.

Além disso, aprendemos que apenas saber não basta. É preciso agir. Demos nosso primeiro passo, criando esse blog. Prestigie!

 “Um mundo sustentável é ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.”

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A Criação da Logomarca

Será que você viu a nossa logomarca? Sim, nós que a elaboramos! Dentre diversas tarefas que foram distribuídas ao grupo, escolhemos essa por gostarmos de arte. Para isso, tivemos de recorrer-nos a diversas referências, como a mitologia e outras logomarcas, e pudemos definir os rumos para a criação do logo com a ajuda do Prof. Edson.

Quisemos fazer um logotipo simples, jovem e bem característico do nosso grupo de sustentabilidade, resumindo graficamente as nossas ideias, objetivos e valores. Com um pouco de imaginação, poderá visualizar um homem abraçando o mundo, como o Atlas que carregava a Terra. Para quem não conhece o Atlas, dê uma olhadinha no site (http://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_(mitologia)).

Também tivemos que buscar vários logotipos de outras empresas para ter uma base. O Prof. Edson, que além de professor-membro do grupo Projeto Sustentabilidade, é também fotógrafo de Natureza, mostrou-nos seu cartão com o logotipo criado por ele.

Começamos a rascunhar. Tivemos várias ideias, até que uma foi aceita por todo o grupo e demos o toque final colorindo. Foi assim que chegamos a esse resultado:

1)  um homem que carregava o mundo nas costas;

criacao_logo-1

2) um homem que carrega o símbolo da reciclagem ( as três flechas com diferentes cores )

criacao_logo-2

3) um homem que representa o tronco de uma árvore abraçando três gomos coloridos- o gomo azul, representando a sociedade, o laranja, representando a economia, e o verde, que representa o ambiente.

criacao_logo-3

Penso, logo coexisto*

 Durante as reuniões do Grupo “Educação para a Sustentabilidade”, descobrimos que o desenvolvimento sustentável não se baseia apenas na questão ambiental e sim num tripé composto por sociedade, economia e ambiente. A fim de aprender mais sobre como os aspectos sociais estão relacionados a esse tema, foi proposto que visitássemos o Instituto Socioambiental (ISA).

 O Instituto Socioambiental é uma ONG brasileira, criada em 1994 em meio a uma atmosfera conturbada de movimentos ambientalistas e sociais. Seu principal objetivo é defender os direitos sociais e ambientais de comunidades tradicionais – quilombolas, indígenas, ribeirinhas, entre outras, reintegrando-as à sociedade atual sem interferir em suas identidades culturais e religiosas.

 Um dos principais projetos do ISA consiste no mapeamento dessas comunidades, classificando-as por suas características culturais e auxiliando-as na obtenção de renda.

 Entender como a ONG trabalha ajudou-nos a perceber como sociedade e ambiente estão realmente ligados. As comunidades tradicionais nos mostram que é impossível separar ser humano e meio, pois um influencia o outro constantemente. Por exemplo, nas comunidades quilombolas da região do Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, a agricultura e o artesanato são as principais fontes de renda, gerando produtos que são comercializados em supermercados próximos de nossas casas. Por meio de seu trabalho, o ISA garante a permanência das comunidades em suas terras de origem, que assim se mantêm preservadas.

Foi interessante descobrir uma visão de mundo diferente da nossa: mais sustentável e menos egoísta. Aprendemos que colaborar, divulgar, escolher e apoiar podem fazer uma grande diferença no meio global e não somente em nossas vidas. As comunidades tradicionais provam que é possível viver de modo sustentável e consciente.

 Segundo um representante do ISA, Nilto Tatto, sustentabilidade é a capacidade de todos os seres vivos coexistirem no planeta sem prejudicá-lo. Provavelmente tal definição foi o que mais nos fez refletir: afinal, isso é muito mais do que simplesmente “cuidar” da natureza, não?

 Agora, tendo clareza do que o tripé sociedade, economia e ambiente representa, podemos continuar nosso trabalho de forma mais objetiva, consciente e eficaz. E quem ganha com isso? Todos nós !

Para saber mais  sobre o trabalho do ISA acesse: http://www.socioambiental.org/